sexta-feira, 24 de julho de 2015

[CRÍTICA] Pixels - um filme divertido para os old gamers

Cuidado! Pacman quer comer todo mundo!

Em 2010, um cara chamado Patrick Jean lançou um curta animado chamado Pixels. No curta, personagens dos videogames, mais precisamente dos jogos antigos, ganhavam vida e atacavam o mundo real. Sem diálogos e repletos de jogos e destruição, o curta logo caiu na graça dos gamers. Eis que, anos depois, os direitos sobre o curta foram comprados e acordos foram feitos (olhem, Sony e Nintendo juntas) para que um filme com atores reais fosse realizado. Era o sonho de qualquer gamer das antigas! O que poderia dar errado? Pra falar a verdade, muita coisa.

Q-Bert quer sua atenção, por favor.

Comecemos com a contratação de Adam Sandler. Isso fez (e ainda faz) muitos ficarem com um pé atrás devido aos seus filmes de qualidade duvidosa. Não sou hater do cara, gostei de Click mas confesso que ele tem uma quantidade significativa de filmes ruins, mas isso não me fez desistir do filme. Também anunciaram Peter Dinklage, nosso querido e eterno anão de Game of Thrones, mas isso não tirou o medo que parte do público tinha com o Sandler. Digo parte porque o povão mesmo deve amar ele (me corrijam se eu estiver errado). Já o diretor do filme acabou sendo Chris Columbus, ninguém menos que o diretor dos dois primeiros Harry Potter e Esqueceram de Mim e de filmes como Uma Babá Quase Perfeita e o primeiro Percy Jackson. Apesar de tudo, trago as boas novas: Pixels é divertido. Muito divertido. E funciona pra quem é old gamer ou tem noção dos jogos dos anos 80, caso contrário não entenderá nenhuma referência. Hey, ainda há participação especial do criador do Pacman!

"Ah, uma centopeia gigante! Mata! Mata!"

A trama simples é funcional e provavelmente a mais adequada pro tipo de filme, inclusive sendo uma própria referência aos jogos. Em 1982 rolou um campeonato de videogames e os jogos foram gravados e mandados para o espaço pela Nasa com o objetivo de conseguir se comunicar com alienígenas. Décadas depois, aliens encontraram os jogos, mas interpretaram como um pedido de guerra, recriando os personagens dos jogos e mandando-os para a Terra. Sem alternativas, o governo dos EUA recruta os "nerds/geeks/gamers" conhecidos pelo presidente para combater tais monstros de videogame.

Os personagens são ok, nenhum marcante, mas dá pro gasto. O humor também é ok, nada pra se rir muito mas também nada que encha o saco até não dar mais. Sobre o Adam Sandler, e tenho que citá-lo aqui por ser de grande preocupação (não minha, mas de muitos), ele tá ele mesmo nesse filme, goste ou não.

 Donkey Kong espera por você.

Obviamente, o que mais chama a atenção aqui são os jogos. Embora o trailer não conte realmente como funciona a trama mais a fundo, mostra diversos jogos um de cada vez. E é basicamente isso: São rounds, um jogo de cada vez. Eles só se misturam no grande ataque (como o trailer também mostra). Clichê, mas o melhor caminho que o filme pode seguir. Acredite: As cenas funcionam melhor com os jogos separados, até porque assim os personagens humanos se focam naquilo. Quando tá tudo junto, eles meio que tentam apenas matar todo mundo e se proteger.

Como era de se esperar, apenas alguns jogos possuem foco, como Centipede, Pacman, Donkey Kong, entre alguns outros (uns mais, outros menos), já outros são apenas easter-eggs, como Space Invaders, Tetris, Frogger, etc. Deixarei a surpresa pra quem for ver. Ainda assim é muito bacana ver tais jogos mesmo que em cenas rápidas. E o visual de todos tão incríveis, seguem o 8-bits mas de forma tridimensional e chamativa, principalmente nas cenas noturnas.

"Bem que minha mãe disse pra eu não jogar bola perto de casa..."

Pixels pode pecar em alguns quesitos, mas todas as cenas de "ação" do filme são divertidas, compensando as piadas e todo o resto. Sim, ao fim Pixels é sim um bom filme. Poderia ser melhor mas é diversão garantida, afinal, cinema também é diversão.

Curiosidade: Lady Lisa, do Dojo Quest, foi criada exclusivamente para o filme, assim como o jogo. Apesar, o jogo acabou sendo realmente feito e lançado para celulares. 

"Não vou ver esse filme de jeito nenhum! Odeio o Adam Sandler e... e... qual é a próxima sessão mesmo?"

domingo, 12 de julho de 2015

Godzilla - Surpresas japonesas, indignações americanas e respostas para dúvidas frequentes sobre a franquia

Em maio desse ano, Godzilla se tornou cidadão oficial do Japão e embaixador do turismo do distrito de Shinjuku. Aproveitando isso e o fato de eu ter assistido a todos os filmes do Godzilla (não contando as reedições), decidi fazer este post.

A vida e suas surpresas...

Lembro que, por volta dos anos 2000, assisti ao "maravilhoso" filme americano do Godzilla, do Roland Emmerich. Nunca achei um filme espetacular, mas passei a infância gostando por ser um filme de monstro gigante. Com o passar dos anos fui percebendo como aquele filme era mediano e, na adolescência, durante minha aventura pela internet em busca de filmes asiáticos, descobri que Godzilla era uma criação japonesa e que haviam 28 filmes do rei dos monstros. Pois bem. Na época cheguei a conferir alguns filmes, mas nunca todos. E, como uma criança boba, achava tudo muito incrível.

"É uma cilada, Bina!" (entendedores entenderão).

O primeiro Godzilla (Gojira, 1954), criado pelo produtor Tomoyuki Tanaka, pelo diretor Ishirō Honda, pelo mago dos efeitos Eiji Tsuburaya (que criaria Ultraman futuramente) e pelo compositor Akira Ifukube, e lançado pela Toho Films, trouxe uma crítica às bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki jogadas durante a 2ª Guerra Mundial pelos americanos. O monstro gigante era uma representação do medo que os japoneses tinham a essas bombas. Posteriormente, no ano seguinte, uma continuação foi lançada, intitulada Godzilla Raids Again, mas acabou se tornando um tanto humorada devido as lutas dos atores vestidos de kaiju. Em 1962, a franquia retornou e decidiu agregar a "tosqueira" e o humor à marca Godzilla, trazendo mais 13 filmes onde o lagartão enfrentava outros monstros, iniciando com o inusitado King Kong vs Godzilla e encerrando com Terror of Mechagodzilla.

Encarando desse jeito dá medo em qualquer um.

Em 1984 Godzilla retornou repaginado com The Return of Godzilla, trazendo algo mais sério. Essa nova saga decidiu ignorar todas as continuações do filme de 1954 e manteve parte da seriedade por um tempo. Durou até 1995, resultando em 7 filmes, sendo o último chamado Godzilla vs. Destoroyah. Após, em 1999 a franquia sofreu novamente um reboot, iniciado com o famoso Godzilla 2000: Millennium, durando até 2004 e resultando em 6 filmes. Dessa vez, cada filme estava livre para considerar os filmes que quisessem (além do de 1954), ou até mesmo apenas algum acontecimento das continuações em vez do filme todo. Ao fim, um filme especial aos 50 anos da franquia foi produzido, Godzilla: Final Wars. Foi dito que Godzilla não teria mais filmes por pelo menos uma década.

Parecia uma boa colocar os monstros pra lutarem entre si.

Em 2014, o reboot americano do Godzilla estava para lançar. A cada trailer minhas expectativas aumentavam cada vez mais. "Não tem como esse filme ser ruim. Impossível!", pensava. Meu único medo era pelo diretor, que, mesmo se dizendo fã do Godzilla, havia dirigido o filme Monstros (Monsters, 2010), onde os seres mal apareciam. E o medo se concretizou: O filme não só pulava as cenas de luta como também trazia uma trama humana fraca. Apesar de tudo, mesmo sendo a maior decepção que tive nessa década com um filmo, não o odiei. Os efeitos são ótimos e as cenas dos monstros estão demais. Fora isso aí sim foi decepção.

Só tem tamanho...

Indignado, em 2015 parti em busca de todos os filmes. Depois de aproximadamente meio ano, finalmente concluí minha missão de assistir a todos os 28 filmes japoneses da franquia. Decidi então responder algumas perguntas frequentes que eu mesmo tinha antes de ver os filmes e também perguntas que já me fizeram. As respostas contém spoilers leves, ou seja, digo que acontece algo mas não entro em detalhes.
 Como nasceu o filho do Godzilla? Essa e outras perguntas serão respondidas a seguir. 

- O que há nos filmes? Como é o preparo para a batalha?

Os filmes são compostos por uma trama humana e a trama do Godzilla. Ambas as tramas se encontram, porém elas podem ou não se influenciar. Quando sim, os humanos são causadores de algo que influencia na batalha contra o Godzilla ou do Godzilla contra outro monstro. Quando não, os humanos simplesmente ou param o que tão fazendo e acompanham a batalha ou tentam resolver seus desafios enquanto a grande batalha acontece. Nos filmes antigos, em todos os filmes que a borboleta Mothra aparece, tinha que ter cenas de duas fadinhas cantando e uma tribo dançando loucamente num ritual contagiante. Ocupavam longos minutos. Felizmente tal ideia parou de ser utilizada com o tempo.

Antes de lutar, Godzilla dá um abraço em seu amigo Ebirah.

- Há luta em todos os filmes?

Com certeza, senão nem filme teria. Quando o Godzilla não tá enfrentando outros monstros, ele tá enfrentando os humanos. Ou os humanos enfrentando outros monstros. Ou todos se enfrentando. Ou humanos enfrentando humanos mesmo. Ou enfrentando aliens. Sim, aliens. Mutantes também. Alien contra alien e mutante contra mutante idem.

Oompa Loompas do espaço.

- Os filmes possuem ligação entre si? Existe uma ordem pra assistir?

Depende. Godzilla possui três séries de filmes. Tanto na primeira quanto na segunda série, os filmes ocorrem em ordem cronológica, sendo que na primeira não necessariamente precisa ter visto o anterior pra entender. A diferença da segunda série é que ela ignora todas as continuações do primeiro filme do Godzilla, ou seja, é um reboot. Já a terceira série cada filme é meio que um reboot. Todos também aceitam o primeiro filme do Godzilla, mas cada um mostra o que mais continua valendo para aquela história, sendo até mesmo um acontecimento em vez de todo um filme. Inclusive em um deles há até citação de um filme fora da franquia, mas nada para se alarmar, não precisa vê-lo para entender.

"Quero revanche, Ultron!", disse Godzilla Stark.

- Algum filme continua uma trama humana já contada em outro filme?

Sim. Além das ligações entre si, há filmes que são continuações diretas do anterior, prosseguindo com a história e trazendo os personagens de volta (ou parte deles). Isso ocorre entre os três últimos filmes da segunda série e o antepenúltimo e penúltimo filmes da terceira série.

"Vou ali falar com as plantas, depois abrir uma escola e depois fundar um centro de pesquisa".

- Algum personagem retorna em outro filme?

Sim. Na primeira série em especial há o retorno das fadinhas de Mothra em outros filmes. Na segunda temos a telepata (ou algo do tipo), que também aparece nos filmes posteriores. Na terceira isso fica mais com os filmes-continuação. Fora eles, obviamente há o Godzilla. Dos monstros, Mothra, Mechagodzilla e King Ghidorah também aparecem em mais de um filme. Além de tudo, todos os citados aqui, com exceção da telepata, aparecem nas três séries da franquia.

Essas fadinhas cantam muito. Literalmente.

- O Godzilla vence todas as batalhas?

Não. O legal da franquia é que não dá pra saber quem será o vencedor das grandes batalhas. Há tanto filmes em que o Godzilla perde quanto em que ele ganha e até mesmo onde não sai um vencedor.

Godzilla perdendo pra uma lagarta!

- O Godzilla já enfrentou algum ser que não fosse um monstro?

Sim. Num dos filmes da primeira série, ele enfrenta um robô, e nem to falando do Mechagodzilla. Na segunda e terceira série ele chega a enfrentar máquinas movidas por humanos (aqui falo tanto do Mechagodzilla quanto de outras máquinas). Isso tudo além, é claro, dele enfrentar os humanos, aliens e mutantes.

Jet Jaguar aparece para salvar o dia!

- O Godzilla é do bem ou do mal?

Godzilla é um animal radioativamente modificado. Ele é sagaz e inteligente, mas no fundo é como qualquer animal, só que bem maior e cuspidor de laser/fogo. Ele ataca ao se sentir desprotegido assim como os animais fazem pra defender território.
 
Godzilla e Rodan batendo um papo.

 - O Godzilla vira amigo dos humanos?

Essa é uma pergunta difícil de ser respondida. Pode-se dizer que sim, o Godzilla meio que vira amigo dos humanos, mas apenas na primeira série. Com o passar dos filmes, o Godzilla parece cada vez mais se acostumar com os humanos, então os deixa pra lá e se foca em seus objetivos. Isso é abandonado a partir da segunda série.

O filho do Godzilla defendendo o pai e se metendo em altas confusões com seu amigo humano.

- O Godzilla morre alguma vez?

De certa forma sim. Não direi quantidade nem entrarei em detalhes, mas podemos considerar que ele já morreu sim.

"Tá pegando fogo, bicho!" - Faustão sobre o Godzilla quando decidiu virar monstro-bomba.

- É verdade que o Godzilla é indestrutível?

Sim e não. Acontece que o Godzilla suporta quase tudo, o que o torna invulnerável a diversas coisas, mas ele pode ser morto. Ou quase isso.

Segurei o coração na mão nessa hora. Não morra, Godzilla!

- Como King Kong encontrou Godzilla? Eles existem no mesmo universo?

Nesse caso, ambos existem no mesmo universo. Em determinado momento, os humanos decidem fazer um encontro entre King Kong e Godzilla. Daí rola o conflito entre os dois, que possuem incrivelmente mais ou menos o mesmo tamanho. E surpresas aguardam o decorrer dessa batalha. Vale citar que o Godzilla tem certa inspiração em King Kong.

A parada ficou séria!

- Qual a relação dos filmes americanos com os japoneses?

O primeiro filme americano do Godzilla foi feito antes da terceira série japonesa ser iniciada. Com o fracasso, houve um acordo de transformarem o Godzilla americano no monstro Zilla. Num dos filmes da terceira série ocorre uma citação a ele e no último filme o monstro dá as caras para enfrentar o Godzilla.

Na esquerda, o mito. Na direita, o morto.

- Terá mais Godzilla japonês futuramente?

Sim. Não houve mais filmes nessa época porque haviam considerado que Godzilla não teria mais filmes por pelo menos 10 anos. Agora já foi confirmado seu retorno. Uma quarta série nos aguarda a partir de 2016. 

Necessito mais disso, por favor!

Disso também!

E disso!

E diss... na verdade não, disso não.


Mais de 60 anos se passaram e, mesmo após todas essas décadas, o outrora dinossauro (ou lagarto) continua no coração de muitas pessoas.

Em cima, o rei voando. Embaixo, Hedorah, o lixo. Sério. Godzilla pode fazer isso e ainda continuar sendo respeitado.

Seus filmes são dos mais variados. Há quem curta, há quem não. Uns gostam da época trash, outros da época de seriedade. E eu de todas as épocas.

O nível épico é mais de 8mil.

Kaijus memoráveis aqui e ali. São tanto que fica até difícil de listar.

Em caso de ataque do Godzilla, favor chamar o Mothra. Boa sorte e adeus.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

HOMEM-FORMIGA (Marvel) - Crítica

E eis que chego eu novamente para debulhar um pouco.


Já é tempo de falar sobre o filme HOMEM-FORMIGA, que tem lançamento previsto dia 16 de julho de 2015. Hoje, 8/7/2015, assisti em primeira mão o filme em inglês e em 3D, pra trazer pra vocês um pouco do que senti ao ver o filme.

Primeiramente, muitos não sabem, mas, o Homem formiga (Henry "Hank" Pym) foi um dos principais FUNDADORES dos Vingadores, originalmente. Antes disso, fez parte de uma mini série de histórias insólitas (terror, suspense, drama, etc) que eram meio que "fora do universo de super heróis", mas, o personagem acabou ganhando vida como herói depois, e fez parte do "Marvel Multiverse".

O Dr. Henry "Hank" Pym é uma personagem fictício da Marvel Comics, criado por Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby, sem créditos atribuidos oficialmente, contudo. A primeira aventura do personagem ("Um homem no formigueiro") foi na revista Tales to Astonish número 27 (janeiro de 1962), quando numa história que deveria ser única Pym é um cientista que usa uma fórmula encolhedora em si mesmo e reduz de tamanho e se confronta com formigas dentro de um formigueiro. Posteriormente, ele retorna com um uniforme de super-herói para uma nova série de aventuras publicadas na mesma revista, adotando o nome de "Homem-Formiga" (Tales to Astonish #35). Pouco tempo depois ele conhece a socialite Janet van Dyne, que se torna sua parceira heroína com o codinome Vespa (primeira aventura em Tales to Astonish #44). O casal esteve na primeira formação de Os Vingadores, sendo por isso considerados membros-fundadores do grupo. Homem-Formiga foi apenas a primeira caracterização de super-herói de Pym, que depois mudaria para Homem-Gigante, Golias, Jaqueta Amarela (Vespão, em edições portuguesas recentes) e entre 2009 a 2010, o Vespa, em homenagem a sua ex-mulher que falecera. Curiosamente, nos quadrinhos, ELE é quem criou o robô ULTRON.

Em resumo, na história já de super herói, em sua origem, Hank Pym cria um soro capaz de fazer a separação de átomos bem sucedida, mas que precisa de um traje especial para que um ser vivo não fique louco ao usar o soro. Diminui em tamanho e cresce em superforça, e, posteriormente, em sua trajetória, consegue melhorar seus poderes, podendo decidir entre tamanho de formiga, tamanho natural e FICAR GIGANTE (mas isso não vem ao caso ainda, isso acontece milhares de histórias depois).

Com o sucesso atual dos filmes da Marvel, e com o estrondo causado por "Os Vingadores", "guardiões da Galaxia" e todo o alvoroço de se trazer o Universo Marvel completo aos cinemas, resolveram reviver alguns personagens não muito conhecidos do grande público, mas que tem certa importância, e assim, tivemos o Guardiões da Galáxia (que como um bom filme trash dos anos 80, tem trilha sonora espetacular e piadas que normalmente num filme grande deste porte não haveriam), o que resultou em sucesso instantâneo, e junto, vários outros ressurgiram, na maioria pela primeira vez nos cinemas, como o Homem formiga, e em breve, vários outros, como "Doutor Estranho", dentre outros.

Agora, pegando a "gênese" de "Homem-Formiga" nos quadrinhos, sua importância foi enorme na liga criada para nascer a turma original dos Vingadores (na qual até o Homem-Aranha deveria estar, mas, no caso dos cinemas, teve muitos impasses pelo aracnídeo estar com os direitos de live aciton coma  Sony Pictures). Hank Pym (o homem formiga) era casado com a Vespa (Mulher formiga com asas, da forma mais vulgar de se dizer, porém, mais realista, roupas até parecidas), e lutavam contra o crime em escala mundial (e atômica). Tiveram uma filha, aí ele se aposentaria, teria o "segundo Formiga" que é conhecido como "Jaqueta amarela" (na verdade, uma tradução bem tosca, devido ao termo "Yellow Jacket" se referir á uma Vespa de cor preta e amarela, e já haver uma personagem com o nome Vespa). Por sua vez, o "Jaqueta Amarela" se torna um vilão, e nasce um terceiro Homem-Formiga, recrutado pelo primeiro homem-Formiga. Há mutias passagens e histórias importantes no meio tempo entre todos estes acontecimentos, porém, como o filme foi 'feito ás pressas" para poder encaixar o personagem pra Guerra Civil, vingadores 2,e  quem sabe, Guardiões da Galaxia 2", seria necessário dar uma introdução veloz e furiosa (ou seja: bem resumida).

Agora, indo, sem mais delongas, ao FILME:
Anos 80 (1989), Hank pede demissão ao pai de Tony Stark porque sente que querem usar para fins não humanitários a sua invenção (as partículas Pym). Com seu próprio laboratório, nos dias atuais, sendo presidente e "semi-aposentado", já não veste mais a roupa de Homem-Formiga. Começamos aqui com Scott Lang, presidiário, que após 3 anos na prisão, é libertado,e  procura por um emprego, para poder pagar a pensão e ver sua filha, que ele ama mais que tudo. Logo, Scott se vê num aperto tão grande, que acaba aceitando a dica que seu amigo teve de um assalto fácil á um cofre de um velho rico que saiu para viajar. A partir daqui, vemos já a engenhosidade de um cara com mestrado em ciências e eletrônica, que não pega emprego porque tem fama por conseguir burlar uma empresa "imburlável" (se é que existe esta palavra), na qual trabalhava, e esta empresa havia roubado milhões, e ele hackeando, devolveu tudo que foi roubado á todas as pessoas que foram extorquidas. Um "Robin Hood" dos tempos modernos!

Nisso, conhecendo a fundo a personalidade e os passos de Scott, Hank passa os 3 anos seguindo e observando melhor os traços de Scott, resolve recrutar ele para "salvar o mundo". Claro, de uma forma bem inusitada, que você precisa ver o filme para entender (e se divertir, afinal, não posso dar spoiler). Alguns mistérios são deixados no ar em relação ao passado de Hank, e vão sendo revelados aos poucos, bem mastigados, durante o filme, para o povo bem leigo conseguir entender sem muita dificuldade, Interessantes são as piadas e menções aos acontecimentos dos outros filmes (principalmente a raiva de Hank contra a SHIELD e principalmente contra Tony Stark, devido ao seu passado com o pai de Tony).

Neste filme, a Marvel resolveu já jogar tudo resumido e mastigado como "no passado tudo é passado, agora é isso que tá acontecendo, e já tá da forma que devia estar", então, foram anos de pesquisa do Cross (Jaqueta Amarela), e de raiva do Hank, mais o cinismo "á la Starlord" de Scott, e aqui, ao final de tudo, temos algumas belas cenas de ação, efeitos especiais, um toque de comédia, e já temos a ponto para os próximos filmes entregue quase que de bandeja ao público.

Um ponto a ser comentado: quase não há sentimento do 3D da versão 3D do filme, então, recomendo ver ou normal, ou, se quiser uma experiência mais intensa, ir em salas IMAX ou XD, porque, o diferencial é o som e a tela maior, que, aí sim, vão trazer uma experiência única!

Ah, uma dica importante: fiquem até o final dos créditos, pois como a Marvel já acostumou seu público, sempre há algo extra no final.

bom filme e boa viagem!

FICHA TÉCNICA:

HOMEM-FORMIGA
MARVEL STUDIOS
Site da internet e celular: http://www.marvelbrasil.com
Curta a página no Facebook: http://www.facebook.com/MarvelBR
Siga no Twitter: https:// twitter.com/disneybrnews

Gênero: Ação e aventura
Classificação indicativa: LIVRE
Data de lançamento: 16 de julho de 2015
 Duração: 90 minutos
Elenco: Paul Rudd, Evangeline Lilly, Corey Stoll, Bobby Cannavale, Michael Peña, Tip “T.I.” Harris, Wood Harris, Judy Greer, David Dastmalchian e Michael Douglas como Dr. Hank Pym Diretor: Peyton Reed
Produtor: Kevin Feige
Produtores executivos: Louis D’Esposito, Alan Fine, Victoria Alonso, Michael Grillo, Edgar Wright, Stan Lee
História de: Edgar Wright e Joe Cornish
Roteiro de: Edgar Wright e Joe Cornish, e Adam McKay e Paul Rudd

SINOPSE OFICIAL:
A próxima evolução do Universo Cinemático Marvel traz um dos fundadores dos Vingadores para a telona pela primeira vez com Homem-Formiga (Ant-Man) dos Estúdios Marvel. Armado com a surpreendente habilidade de encolher em tamanho, mas expandir em força, o grande ladrão Scott Lang deve aceitar seu herói interior e ajudar seu mentor, o dr. Hank Pym, a proteger o segredo por trás de seu especular traje de Homem-Formiga de uma nova geração de grandes ameaças. Enfrentando obstáculos que parecem insuperáveis, Pym e Lang precisam planejar e levar a cabo um roubo que salvará o mundo.

Homem-Formiga (Ant-Man) da Marvel é estrelado por Paul Rudd como Scott Lang ou Homem-Formiga, Evangeline Lilly como Hope Van Dyne, Corey Stoll como Darren Cross ou Jaqueta Amarela, Bobby Cannavale como Paxton, Michael Peña como Luis, Tip “T.I.” Harris como Dave, Wood Harris como Gale, Judy Greer como Maggie, David Dastmalchian como Kurt, e Michael Douglas como dr. Hank Pym.

Peyton Reed dirige Homem-Formiga (Ant-Man) da Marvel com produção de Kevin Feige, e Louis D’Esposito, Alan Fine, Victoria Alonso, Michael Grillo, Edgar Wright e Stan Lee como produtores executivos. A história é de Edgar Wright e Joe Cornish e o roteiro de Edgar Wright e Joe Cornish e Adam McKay e Paul Rudd. Homem-Formiga (Ant-Man) da Marvel é uma aventura com muita tensão, que será lançada em 16 de julho de 2015.

POSTERES:


YATTA

bye-Q!

sábado, 4 de julho de 2015

Velharia: Alex Kidd, tema cantado!

Quando você começa a vasculhar os seus CDs e se depara com algo clássico,que você amava, e que voltou a te fazer chorar de alegria,e  você resolve compartilhar com o povo, e procura no youtube pra não ter de ripar do seu CD original japonês, e encontra com cenas editadas do jogo, e resolve publicar, aqui estamos: O TEMA DE ALEX KIDD IN MIRACLE WORLD, versão CANTADA, da faixa bonus do CD duplo "Alex Kidd Music", lançado em Vinil,e  posteriormente em CD, pela sEGA no Japão!



E aí, conheciam? Se não, curtiram? Comentem! ^^

Ah, se quiserem cantar junto, aqui vai a letra:

ALEX KIDD 

1. 
スタコラ スタコラ スタコラ サッサ } *1 
スタコラ スタコラ スタコラ サッサ } 

それゆけ それゆけ  } 
元気いっぱい アレク } *2 
それゆけ それゆけ  } 
ミラクル ワールド   } 

夢と希望が うめぼしがわりの 
おいしい オニギリ食べて 
さあ 旅文て 

強いぞ 負けるな } *3 
アレックス キッド } 

2. 
*1 
*2 
夢で作った プチコプターだよ 
どんな敵が来ても 
こわくはないさ 
*3 

3. 
*1 
*2 
不思儀な未来も 
不思儀な世界も 
愛と勇気があれば 
きっと行けるさ 
*3 

não sabem ler kanjis? Aqui vai, romanizada, rpa cantar junto:

1. 
Sutakora sutakora sutakora sassa 
Sutakora sutakora sutakora sassa 

Soreyuke soreyuke 
Genki ippai Areku 
Soreyuke soreyuke 
Mirakuru Wa-rudo 

Yume to kibou ga umeboshi gawarino 
Oishii onigiri tabete 
Saa tabi kazate 

Tsuyoizo makeruna 
Arekkusu Kiddo 

2. 
Sutakora sutakora sutakora sassa 
Sutakora sutakora sutakora sassa 

Soreyuke soreyuke 
Genki ippai Areku 
Soreyuke soreyuke 
Mirakuru Wa-rudo 

Yume de tsukutta puchikoputa dayo 
Donna kataki ga kitemo 
Niwaku hanaisa 

Tsuyoizo makeruna 
Arekkusu Kiddo 


Sutakora sutakora sutakora sassa 
Sutakora sutakora sutakora sassa 

Soreyuke soreyuke 
Genki ippai Areku 
Soreyuke soreyuke 
Mirakuru Wa-rudo 

Fushigi na mirai mo 
Fushigi na sekai mo 
Ai to yuuki ga areba 
Kitto ikeru sa 

Tsuyoizo makeruna 
Arekkusu Kiddo 

YATTA!

bye-Q!

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Onde os cinéfilos não têm vez. Ou como sempre as pessoas desprezam grandes obras do cinema. Ou ainda o incrível caso do “não importa quão ruim seja o livro original, o filme ainda assim vai ser pior”. Ou o caso do não quero comprar filme, baixo na net e foda-se.



Onde os cinéfilos não têm vez. Ou como sempre as pessoas desprezam grandes obras do cinema. Ou ainda o incrível caso do “não importa quão ruim seja o livro original, o filme ainda assim vai ser pior”. Ou o caso do não quero comprar filme, baixo na net e foda-se.

Todos os títulos acima poderiam constituir o primeiro parágrafo deste texto que vos trago. Obviamente, não quero dizer que o cinema é sempre melhor que os livros, mas tampouco o inverso é verdadeiro. Fique bem claro, que estou falando mesmo de filmes preto e branco e/ou mudos. Ainda assim é bom ressaltar que sou bibliófilo. O dono do blog que estou postando tal texto pode confirmar, mas para quem não quer ver isso vejam algumas fotos:










Acho que chega, né?! Além das contas meu único gasto garantido são livros. Tenho mais de 500 livros com larga probabilidade de ter uma folga grande de 500 volumes extras, talvez, somando até o triplo = (500 + 500) x 3 = 3.000 volumes. Obviamente, isso até recentemente. Porque comecei a acumular boxes de filmes. Por enquanto meus únicos boxes são de cinema japonês. Eis a coleção completa:



Sim, eu sei são todos de uma produtora só. Exceto o outro box de Mizoguchi que é da Lume Filmes, mas há uma razão para isso: o desprezo e descaso da maioria das distribuidoras de filmes no Brasil. Se o nosso mercado de livros é de “luxo” não havendo no exterior nenhum mercado parecido em questão de edições luxuosas: Cosac&Naify que o diga. É caro, mas você paga pelo que recebe. O mesmo infelizmente não pode ser dito sobre DVDs, Blu-Ray e Home Vídeo em geral. O cinéfilo convicto que depende do nosso parco mercado de DVDs e edições especiais sabe do que falo. Esses boxes da versátil são lindos, certo? Porém, eles são já quase tudo que se lançou de cinema asiático além do Kurosawa. Ou se não, são uma quantidade expressiva do catálogo da Cultura (Sim, a famosa livraria cultura que tem TUDO referente à música, cinema e livros). E, não, o mercado asiático de filmes não é fraco em clássicos. Muito embora ele não seja apreciado mundialmente é por conta de outros fatores. Em especial, aqueles culturais.

Então, onde que quero chegar com tudo isso? Bem antes de culpar alguém é bom olhar que surgiu uma produtora de DVDs (distribuidora, perdão) que divulga filmes clássicos em coleções a preços baratos e educa o consumidor que gostaria de assistir filmes que antes não estariam disponíveis a nós. Obviamente, nem todo mundo tem essa disposição e há produtoras com preços altos e abusivos distribuindo filmes caros. O porém dessa história é que o consumo de filmes no Brasil se dá, muitas vezes, por meio de mídia pirata, youtube ou outros sites. Somos campeões. Filme é artigo para assistir uma vez e jogar fora. Não existe o fetiche do livro. Filme é camisinha, filme é CD. Ele dificilmente tem tratamento digno e digamos que o mercado de DVDs respondeu muitos anos à essa falta de estímulo e cultura cinéfila de forma abusiva. Contudo, não quero falar das agruras dos colecionadores de DVDs. Categoria à qual estou me convertendo aos poucos colecionando por regiões do mundo.

Ser cinéfilo no Brasil é sinônimo de ser babaca. Compra pirata, dizem. Para que gastar dinheiro com isso? Ou pior: vcs vão ver esse filme? (Frase sempre proferida com relação à filmes preto-e-branco. Aplicada à Hitchcok e Kurosawa respectivamente nas duas vezes que tive o desprazer de ouvi-las de gente bem próxima à mim e que não questionava quando eu lia um romance grosso de mais de 650 páginas). Se alguém aqui assiste a vídeos em inglês vê o quanto o mercado dos clássicos no exterior é tão forte quanto o nosso de livros havendo, inclusive, edições de luxo e mesmo distribuidoras especializadas em clientes altamente exigentes. Seria legal que vocês pesquisassem AK 100 – Box Set, Zatoichi Box Set e olhassem o canal Criterion. Só por garantia para entender que não estou exagerando no meu próximo ponto.

Como todo bom texto meu há uma polêmica e meu chute para não haver espaço para esse tipo de produção (embora a versátil esteja contradizendo isso em uma escala pequena e longe de ser luxuosa como a criterion) é como as pessoas tratam filmes. Alguém aqui já falou meu box é lindo, meu box importado, comprei verdadeiro, etc?! Chuto que ninguém tenha algum box e se tiver, provavelmente, é de um lançamento Blockbuster. Não sabe o que é blockbuster?! Pesquise, e uma dica não é a velha locadora de filmes que foi comprada pela Lojas Americanas. É um tipo de filmes. Se sabia te dou um pequeno desconto. Acertei?! Pelo menos o seu consumo de filmes é eventual. É isso?! Você acha que filme visto uma vez é filme que não merece ser revisitado? Joga fora e dá espaço para outras coisas que sejam mais importantes que simples DVDs? Mesmo comprando pirata nem se dá o trabalho de dar um estojo com capa pros seus CDS? Outra flecha no alvo? Pois, é. Só posso dizer que lamento. 

Lamento muito, mas você, caro amigo não é cinéfilo. Lamento muito, mas quem faz isso (nem todos fazem, mas uma imensa massa faz, afinal temos tantos camelos de filmes por qual razão?) é muito difícil acreditar que você aprecie cinema ou leve ele minimamente como ele deve ser levado. Por isso, lamento pelos prejudicados (que me leem no momento, também), porém, você é o grande impedimento de um mercado de DVDs mais significativo e maduro emergir aqui e florescer dando frutos aos que se dedicam a árdua e penosa tarefa de colecionar filmes antigos, clássicos, cults e de outras variedades. Porém, não se sinta mal. Na maioria das vezes o preço é abusivo, mas há novas distribuidoras dando um jeito nisso e dando preço mais acessível aos filmes. Contudo, mesmo com toda a produção dada a estes filmes hpa gente que acha que assistir em RMVB é o mesmo que ver widerscreen. Ter tela de tubo ou HDTV não faz diferença na experiência do filme. Ou seja, seria como alguém dizendo que não vê problemas em uma edição com capa amassada, bordas tortas, espaçamento intercalado, palavras espremidas e um livro rasgado. É por aí que você trata um filme.
Não quer dizer que eu sou cego às questões sociais, que muitas pessoas não têm dinheiro para comprar livros, etc. Obviamente estou ciente destas questões, contudo, o filme não é um artigo de luxo tão caro quanto um videogame ou um jogo que as pessoas consomem diariamente, também. Então, guarde suas pedras de militância porque o foco não é o salário mínimo ou o pagamento do trabalhador médio. O foco é o cidadão de classe média que pode pagar por isso e opta por piratear, por roubar uma propriedade intelectual sem remorso, etc.

Há, contudo, o outro lado que já foi citado: o descaso de certas produtoras com os filmes e o público cinéfilo, mas isso vem mudando muito juntamente com o público ledor que aumentou demais nos últimos anos. Ainda assim o problema persiste e ele chega a ser irritante. O importante é notar que existe este mercado e você, colega, que nunca comprou uma mídia verdadeira deveria pensar em fazê-lo caso tenha condições pra isso. Eu sei que você com certeza gasta uma boa parte do seu salário com figures e artigos nerds e games. Que tal investir em filmes? Tem tanta coisa boa! Coleção Sci-Fi, Noir, Cinema Samurai, os filmes do Lobo Solitário, Círculo de Fogo, etc. Duvido que nada apele para você.

Certo? Fizemos toda a limpeza possível? Sim e não. Eu gostaria de falar muito sobre cinema e adaptações, mas isso mercê um post inteiramente dedicado ao assunto para não ser longo e desfocado. Reflitam e mantenham duas distribuidoras de filmes em mente: Lume Filmes e Versátil. Sempre. Ótima qualidade, ótimos títulos. A qualidade vai para a versátil, a seleção fica entre as duas empatadas.

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