sábado, 29 de agosto de 2015

Quanto tempo leva para assistir a uma temporada de série?

Séries costumam possuir temporadas, principalmente as que fazem sucesso. Assistir a uma série requer comprometimento e sacrifício. Para isso, você deverá deixar de assistir a diversos filmes ou até mesmo, em casos extremos, esquecer sua vida social. Mas quanto tempo exatamente leva para ver uma temporada de uma série?

Responder isso é uma questão fácil, mas sem resposta exata. Há diversos tipos de séries, com diferentes quantidades de episódios e diferentes durações. Em média, as séries possuem entre 13 e 24 episódios por temporada, cada episódio com duração entre 25 e 55 minutos.

Séries como Breaking Bad e House of Cards possuem uma média de 13 episódios por temporada, sendo Breaking Bad cerca de 50 minutos o episódio e House of Cards 55. Já séries como The Big Bang Theory, Friends e How I Met Your Mother, possuem média de 24 episódios por temporada, com duração de 25 minutos por episódio. Há também Game of Thrones, com 10 episódios por temporada e 60 minutos o episódio.

Muitas séries costumam possuir 45 minutos o episódio, como The Walking Dead, com média de 16 episódios por temporada. Outros de mesma duração mas com quantidade diferente de episódios por temporada são o atual Dr Who, com 13 episódios, Smallville e Glee, com 22 episódios, e Supernatural e CSI, com 23 episódios.

Decidi desconsiderar séries que não possuem uma quantidade específica de episódios na maior parte de suas temporadas, como Fringe, House, Três é Demais e Lost. Em parte, não daria para calcular nem aproximadamente a duração de cada temporada, pela grande variação de episódios em cada uma delas. Nesses casos, uma média não valeria a pena.

Na tabela a seguir estão as médias:



*Margem de erro: +- 2 minutos por episódio.

Quanto tempo leva para assistir a uma franquia de filmes?

Geralmente, para um filme ganhar continuações, basta fazer sucesso ou ser baseado em livros ou hqs. Por serem lançados com um intervalo considerável, costumamos acompanhar muitas dessas franquias sem se importar com o tempo. Já se perguntou quanto tempo levamos pra assistir cada uma dessas franquias? Com isso em mente, decidi criar uma tabela com tais informações.

Decidi não considerar remakes nem filmes novos de franquias antigas que tenham cerca de uma década de diferença entre eles. E considerei apenas franquias que já foram finalizadas, possuem previsão de término ou que já encerraram uma 'geração'.



*Valores arredondados em margem de +- 1~3 minutos.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Hermenêutica, ritual ou sentido?




Procurando edições dos mais diversos livros, incluindo alguns livros religiosos (afinal, porque não?!) encontro o seguinte: "Não há como traduzi-lo. A tradução em qualquer idioma constitui apenas uma leve sombra do imenso oceano que é o Nobre Alcorão." Até aí tudo bem, tranquilo. Cada texto em sua língua original, em especial textos sagrados cheios de sentidos múltiplos e interpretações segundo a fé e comunidade que os lê pode realmente sofrer perdas significativas. Porém, o site diz o seguinte: "É possível apenas ser feita a tradução de seu significado ou do seu sentido." (Extraído de: https://islamparana.wordpress.com/…/as-edicoes-do-alcorao-…/)



Nem preciso dizer que meu cabelo e meus pelos eriçaram com o alarme iminente. Para quem não entendeu ele está falando da revelação divina ou teológica que só poderia ser feita essencialmente com o contato com o divino. A língua em si não é propriamente um veículo adequado para a revelação da palavra de Deus. Pelo que lembro das aulas de mitologia e teologia é exatamente isso. Agora calculem o resto...

Para quem não entendeu vai o resto: Sânscrito, grego ou árabe, tanto faz, quando a "revelação divina" é mais importante que a tradução. Isso porque a gramática e a filologia se originaram de uma disciplina chamada hermenêutica, que foi criada para desvendar os Vedas e a mensagem divina contida neles. Praticamente tudo que temos de análises do discurso, língua, etc começou de disciplinas litúrgicas de pessoas que se dedicavam efetivamente à ler a mensagem da religião Hindu de maneira sistemática. Sendo assim, o sentido estrito ou profundo do texto tem ligações com o divino e a teologia, mas foi aprimorado para algo mais sistemático, imagino eu, e que passou a se tornar mais e mais científico. Isso é particularmente claro no século XX quando passamos de gramáticas baseadas em filologia e descrição dos clássicos para estudos do discurso e da língua viva.*

Não conheço a proposta original da hermenêutica, mas hoje em dia ela é utilizada como uma leitura de leis, ou se quiser, como leitura do texto por meio do processo que chamamos, em crítica literária, de close reading: ler, ler e reler o texto literário até que sobre apenas o que foi de fato lido para se criar o sentido da obra de maneira lata. Ou seja, segundo a concepção do New Criticism americano: sem autor, sem contextos absurdos ou outras referências que possam interferir na leitura da obra em si, isolada de certos ruídos externos que podem desviar a atenção do texto original. Obviamente, existem defeitos enormes neste método e ele lembra demais o estruturalismo russo, porém, ele é uma maneira bastante sensata de se ler o que se apresenta no texto sem muitos voos de imaginação ou teorias mais mirabolantes.



Este texto do site nos prova que se for assim a hermenêutica religiosa de hoje em dia há bastante gente que se importa mais com "direções divinas" do que o entendimento da mensagem de "Deus". Afinal, a mensagem de "Deus" se propaga pelo texto e é por meio dele que ele revela seus "planos para o mundo" e sua "mensagem".



Não me confundam, eu não sou religioso, estou longe disso. Sou um professor de inglês e literatura que não nega, como muitos colegas do ramo, que mitologia e religião são obras que mereçam destaque dentro da produção cultural. Muito embora (ênfase neste muito embora), as interpretações advindas da religião, por grupos radicais, e suas consequências (dos atos dos radicais, em qualquer religião) se mostrem, em uma maioria esmagadora de vezes, inócuas e/ou mesmo danosas aos outros.

Este tipo de mensagem deixa claro que não há um cuidado ou um respeito pela relíquia cultural da religião que é o produto da mensagem de seu profeta Maomé* , porém, como uma maneira de se colocar a religião e o contacto com o Divino como algo que se dá sem intermédios claros. Isto desrespeita o rito e a mensagem passada e ofende aos que não se prestam à praticar a fé proposta ou nenhuma fé em particular.







* Nota: Infelizmente, isso fica evidente para aqueles que estudam ou lidam com a língua inglesa e não tanto com a língua portuguesa. Não por atraso, mas porque o discurso tradicionalista é muito forte para se admitir uma gramática mais descritiva do que literária. De qualquer modo isso é assunto para um post completo em separado. 


* Para mais informações sobre a religião islâmica e seus livros sagrados acesse:  https://www.youtube.com/watch?v=TpcbfxtdoI8

sexta-feira, 24 de julho de 2015

[CRÍTICA] Pixels - um filme divertido para os old gamers

Cuidado! Pacman quer comer todo mundo!

Em 2010, um cara chamado Patrick Jean lançou um curta animado chamado Pixels. No curta, personagens dos videogames, mais precisamente dos jogos antigos, ganhavam vida e atacavam o mundo real. Sem diálogos e repletos de jogos e destruição, o curta logo caiu na graça dos gamers. Eis que, anos depois, os direitos sobre o curta foram comprados e acordos foram feitos (olhem, Sony e Nintendo juntas) para que um filme com atores reais fosse realizado. Era o sonho de qualquer gamer das antigas! O que poderia dar errado? Pra falar a verdade, muita coisa.

Q-Bert quer sua atenção, por favor.

Comecemos com a contratação de Adam Sandler. Isso fez (e ainda faz) muitos ficarem com um pé atrás devido aos seus filmes de qualidade duvidosa. Não sou hater do cara, gostei de Click mas confesso que ele tem uma quantidade significativa de filmes ruins, mas isso não me fez desistir do filme. Também anunciaram Peter Dinklage, nosso querido e eterno anão de Game of Thrones, mas isso não tirou o medo que parte do público tinha com o Sandler. Digo parte porque o povão mesmo deve amar ele (me corrijam se eu estiver errado). Já o diretor do filme acabou sendo Chris Columbus, ninguém menos que o diretor dos dois primeiros Harry Potter e Esqueceram de Mim e de filmes como Uma Babá Quase Perfeita e o primeiro Percy Jackson. Apesar de tudo, trago as boas novas: Pixels é divertido. Muito divertido. E funciona pra quem é old gamer ou tem noção dos jogos dos anos 80, caso contrário não entenderá nenhuma referência. Hey, ainda há participação especial do criador do Pacman!

"Ah, uma centopeia gigante! Mata! Mata!"

A trama simples é funcional e provavelmente a mais adequada pro tipo de filme, inclusive sendo uma própria referência aos jogos. Em 1982 rolou um campeonato de videogames e os jogos foram gravados e mandados para o espaço pela Nasa com o objetivo de conseguir se comunicar com alienígenas. Décadas depois, aliens encontraram os jogos, mas interpretaram como um pedido de guerra, recriando os personagens dos jogos e mandando-os para a Terra. Sem alternativas, o governo dos EUA recruta os "nerds/geeks/gamers" conhecidos pelo presidente para combater tais monstros de videogame.

Os personagens são ok, nenhum marcante, mas dá pro gasto. O humor também é ok, nada pra se rir muito mas também nada que encha o saco até não dar mais. Sobre o Adam Sandler, e tenho que citá-lo aqui por ser de grande preocupação (não minha, mas de muitos), ele tá ele mesmo nesse filme, goste ou não.

 Donkey Kong espera por você.

Obviamente, o que mais chama a atenção aqui são os jogos. Embora o trailer não conte realmente como funciona a trama mais a fundo, mostra diversos jogos um de cada vez. E é basicamente isso: São rounds, um jogo de cada vez. Eles só se misturam no grande ataque (como o trailer também mostra). Clichê, mas o melhor caminho que o filme pode seguir. Acredite: As cenas funcionam melhor com os jogos separados, até porque assim os personagens humanos se focam naquilo. Quando tá tudo junto, eles meio que tentam apenas matar todo mundo e se proteger.

Como era de se esperar, apenas alguns jogos possuem foco, como Centipede, Pacman, Donkey Kong, entre alguns outros (uns mais, outros menos), já outros são apenas easter-eggs, como Space Invaders, Tetris, Frogger, etc. Deixarei a surpresa pra quem for ver. Ainda assim é muito bacana ver tais jogos mesmo que em cenas rápidas. E o visual de todos tão incríveis, seguem o 8-bits mas de forma tridimensional e chamativa, principalmente nas cenas noturnas.

"Bem que minha mãe disse pra eu não jogar bola perto de casa..."

Pixels pode pecar em alguns quesitos, mas todas as cenas de "ação" do filme são divertidas, compensando as piadas e todo o resto. Sim, ao fim Pixels é sim um bom filme. Poderia ser melhor mas é diversão garantida, afinal, cinema também é diversão.

Curiosidade: Lady Lisa, do Dojo Quest, foi criada exclusivamente para o filme, assim como o jogo. Apesar, o jogo acabou sendo realmente feito e lançado para celulares. 

"Não vou ver esse filme de jeito nenhum! Odeio o Adam Sandler e... e... qual é a próxima sessão mesmo?"

domingo, 12 de julho de 2015

Godzilla - Surpresas japonesas, indignações americanas e respostas para dúvidas frequentes sobre a franquia

Em maio desse ano, Godzilla se tornou cidadão oficial do Japão e embaixador do turismo do distrito de Shinjuku. Aproveitando isso e o fato de eu ter assistido a todos os filmes do Godzilla (não contando as reedições), decidi fazer este post.

A vida e suas surpresas...

Lembro que, por volta dos anos 2000, assisti ao "maravilhoso" filme americano do Godzilla, do Roland Emmerich. Nunca achei um filme espetacular, mas passei a infância gostando por ser um filme de monstro gigante. Com o passar dos anos fui percebendo como aquele filme era mediano e, na adolescência, durante minha aventura pela internet em busca de filmes asiáticos, descobri que Godzilla era uma criação japonesa e que haviam 28 filmes do rei dos monstros. Pois bem. Na época cheguei a conferir alguns filmes, mas nunca todos. E, como uma criança boba, achava tudo muito incrível.

"É uma cilada, Bina!" (entendedores entenderão).

O primeiro Godzilla (Gojira, 1954), criado pelo produtor Tomoyuki Tanaka, pelo diretor Ishirō Honda, pelo mago dos efeitos Eiji Tsuburaya (que criaria Ultraman futuramente) e pelo compositor Akira Ifukube, e lançado pela Toho Films, trouxe uma crítica às bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki jogadas durante a 2ª Guerra Mundial pelos americanos. O monstro gigante era uma representação do medo que os japoneses tinham a essas bombas. Posteriormente, no ano seguinte, uma continuação foi lançada, intitulada Godzilla Raids Again, mas acabou se tornando um tanto humorada devido as lutas dos atores vestidos de kaiju. Em 1962, a franquia retornou e decidiu agregar a "tosqueira" e o humor à marca Godzilla, trazendo mais 13 filmes onde o lagartão enfrentava outros monstros, iniciando com o inusitado King Kong vs Godzilla e encerrando com Terror of Mechagodzilla.

Encarando desse jeito dá medo em qualquer um.

Em 1984 Godzilla retornou repaginado com The Return of Godzilla, trazendo algo mais sério. Essa nova saga decidiu ignorar todas as continuações do filme de 1954 e manteve parte da seriedade por um tempo. Durou até 1995, resultando em 7 filmes, sendo o último chamado Godzilla vs. Destoroyah. Após, em 1999 a franquia sofreu novamente um reboot, iniciado com o famoso Godzilla 2000: Millennium, durando até 2004 e resultando em 6 filmes. Dessa vez, cada filme estava livre para considerar os filmes que quisessem (além do de 1954), ou até mesmo apenas algum acontecimento das continuações em vez do filme todo. Ao fim, um filme especial aos 50 anos da franquia foi produzido, Godzilla: Final Wars. Foi dito que Godzilla não teria mais filmes por pelo menos uma década.

Parecia uma boa colocar os monstros pra lutarem entre si.

Em 2014, o reboot americano do Godzilla estava para lançar. A cada trailer minhas expectativas aumentavam cada vez mais. "Não tem como esse filme ser ruim. Impossível!", pensava. Meu único medo era pelo diretor, que, mesmo se dizendo fã do Godzilla, havia dirigido o filme Monstros (Monsters, 2010), onde os seres mal apareciam. E o medo se concretizou: O filme não só pulava as cenas de luta como também trazia uma trama humana fraca. Apesar de tudo, mesmo sendo a maior decepção que tive nessa década com um filmo, não o odiei. Os efeitos são ótimos e as cenas dos monstros estão demais. Fora isso aí sim foi decepção.

Só tem tamanho...

Indignado, em 2015 parti em busca de todos os filmes. Depois de aproximadamente meio ano, finalmente concluí minha missão de assistir a todos os 28 filmes japoneses da franquia. Decidi então responder algumas perguntas frequentes que eu mesmo tinha antes de ver os filmes e também perguntas que já me fizeram. As respostas contém spoilers leves, ou seja, digo que acontece algo mas não entro em detalhes.
 Como nasceu o filho do Godzilla? Essa e outras perguntas serão respondidas a seguir. 

- O que há nos filmes? Como é o preparo para a batalha?

Os filmes são compostos por uma trama humana e a trama do Godzilla. Ambas as tramas se encontram, porém elas podem ou não se influenciar. Quando sim, os humanos são causadores de algo que influencia na batalha contra o Godzilla ou do Godzilla contra outro monstro. Quando não, os humanos simplesmente ou param o que tão fazendo e acompanham a batalha ou tentam resolver seus desafios enquanto a grande batalha acontece. Nos filmes antigos, em todos os filmes que a borboleta Mothra aparece, tinha que ter cenas de duas fadinhas cantando e uma tribo dançando loucamente num ritual contagiante. Ocupavam longos minutos. Felizmente tal ideia parou de ser utilizada com o tempo.

Antes de lutar, Godzilla dá um abraço em seu amigo Ebirah.

- Há luta em todos os filmes?

Com certeza, senão nem filme teria. Quando o Godzilla não tá enfrentando outros monstros, ele tá enfrentando os humanos. Ou os humanos enfrentando outros monstros. Ou todos se enfrentando. Ou humanos enfrentando humanos mesmo. Ou enfrentando aliens. Sim, aliens. Mutantes também. Alien contra alien e mutante contra mutante idem.

Oompa Loompas do espaço.

- Os filmes possuem ligação entre si? Existe uma ordem pra assistir?

Depende. Godzilla possui três séries de filmes. Tanto na primeira quanto na segunda série, os filmes ocorrem em ordem cronológica, sendo que na primeira não necessariamente precisa ter visto o anterior pra entender. A diferença da segunda série é que ela ignora todas as continuações do primeiro filme do Godzilla, ou seja, é um reboot. Já a terceira série cada filme é meio que um reboot. Todos também aceitam o primeiro filme do Godzilla, mas cada um mostra o que mais continua valendo para aquela história, sendo até mesmo um acontecimento em vez de todo um filme. Inclusive em um deles há até citação de um filme fora da franquia, mas nada para se alarmar, não precisa vê-lo para entender.

"Quero revanche, Ultron!", disse Godzilla Stark.

- Algum filme continua uma trama humana já contada em outro filme?

Sim. Além das ligações entre si, há filmes que são continuações diretas do anterior, prosseguindo com a história e trazendo os personagens de volta (ou parte deles). Isso ocorre entre os três últimos filmes da segunda série e o antepenúltimo e penúltimo filmes da terceira série.

"Vou ali falar com as plantas, depois abrir uma escola e depois fundar um centro de pesquisa".

- Algum personagem retorna em outro filme?

Sim. Na primeira série em especial há o retorno das fadinhas de Mothra em outros filmes. Na segunda temos a telepata (ou algo do tipo), que também aparece nos filmes posteriores. Na terceira isso fica mais com os filmes-continuação. Fora eles, obviamente há o Godzilla. Dos monstros, Mothra, Mechagodzilla e King Ghidorah também aparecem em mais de um filme. Além de tudo, todos os citados aqui, com exceção da telepata, aparecem nas três séries da franquia.

Essas fadinhas cantam muito. Literalmente.

- O Godzilla vence todas as batalhas?

Não. O legal da franquia é que não dá pra saber quem será o vencedor das grandes batalhas. Há tanto filmes em que o Godzilla perde quanto em que ele ganha e até mesmo onde não sai um vencedor.

Godzilla perdendo pra uma lagarta!

- O Godzilla já enfrentou algum ser que não fosse um monstro?

Sim. Num dos filmes da primeira série, ele enfrenta um robô, e nem to falando do Mechagodzilla. Na segunda e terceira série ele chega a enfrentar máquinas movidas por humanos (aqui falo tanto do Mechagodzilla quanto de outras máquinas). Isso tudo além, é claro, dele enfrentar os humanos, aliens e mutantes.

Jet Jaguar aparece para salvar o dia!

- O Godzilla é do bem ou do mal?

Godzilla é um animal radioativamente modificado. Ele é sagaz e inteligente, mas no fundo é como qualquer animal, só que bem maior e cuspidor de laser/fogo. Ele ataca ao se sentir desprotegido assim como os animais fazem pra defender território.
 
Godzilla e Rodan batendo um papo.

 - O Godzilla vira amigo dos humanos?

Essa é uma pergunta difícil de ser respondida. Pode-se dizer que sim, o Godzilla meio que vira amigo dos humanos, mas apenas na primeira série. Com o passar dos filmes, o Godzilla parece cada vez mais se acostumar com os humanos, então os deixa pra lá e se foca em seus objetivos. Isso é abandonado a partir da segunda série.

O filho do Godzilla defendendo o pai e se metendo em altas confusões com seu amigo humano.

- O Godzilla morre alguma vez?

De certa forma sim. Não direi quantidade nem entrarei em detalhes, mas podemos considerar que ele já morreu sim.

"Tá pegando fogo, bicho!" - Faustão sobre o Godzilla quando decidiu virar monstro-bomba.

- É verdade que o Godzilla é indestrutível?

Sim e não. Acontece que o Godzilla suporta quase tudo, o que o torna invulnerável a diversas coisas, mas ele pode ser morto. Ou quase isso.

Segurei o coração na mão nessa hora. Não morra, Godzilla!

- Como King Kong encontrou Godzilla? Eles existem no mesmo universo?

Nesse caso, ambos existem no mesmo universo. Em determinado momento, os humanos decidem fazer um encontro entre King Kong e Godzilla. Daí rola o conflito entre os dois, que possuem incrivelmente mais ou menos o mesmo tamanho. E surpresas aguardam o decorrer dessa batalha. Vale citar que o Godzilla tem certa inspiração em King Kong.

A parada ficou séria!

- Qual a relação dos filmes americanos com os japoneses?

O primeiro filme americano do Godzilla foi feito antes da terceira série japonesa ser iniciada. Com o fracasso, houve um acordo de transformarem o Godzilla americano no monstro Zilla. Num dos filmes da terceira série ocorre uma citação a ele e no último filme o monstro dá as caras para enfrentar o Godzilla.

Na esquerda, o mito. Na direita, o morto.

- Terá mais Godzilla japonês futuramente?

Sim. Não houve mais filmes nessa época porque haviam considerado que Godzilla não teria mais filmes por pelo menos 10 anos. Agora já foi confirmado seu retorno. Uma quarta série nos aguarda a partir de 2016. 

Necessito mais disso, por favor!

Disso também!

E disso!

E diss... na verdade não, disso não.


Mais de 60 anos se passaram e, mesmo após todas essas décadas, o outrora dinossauro (ou lagarto) continua no coração de muitas pessoas.

Em cima, o rei voando. Embaixo, Hedorah, o lixo. Sério. Godzilla pode fazer isso e ainda continuar sendo respeitado.

Seus filmes são dos mais variados. Há quem curta, há quem não. Uns gostam da época trash, outros da época de seriedade. E eu de todas as épocas.

O nível épico é mais de 8mil.

Kaijus memoráveis aqui e ali. São tanto que fica até difícil de listar.

Em caso de ataque do Godzilla, favor chamar o Mothra. Boa sorte e adeus.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

HOMEM-FORMIGA (Marvel) - Crítica

E eis que chego eu novamente para debulhar um pouco.


Já é tempo de falar sobre o filme HOMEM-FORMIGA, que tem lançamento previsto dia 16 de julho de 2015. Hoje, 8/7/2015, assisti em primeira mão o filme em inglês e em 3D, pra trazer pra vocês um pouco do que senti ao ver o filme.

Primeiramente, muitos não sabem, mas, o Homem formiga (Henry "Hank" Pym) foi um dos principais FUNDADORES dos Vingadores, originalmente. Antes disso, fez parte de uma mini série de histórias insólitas (terror, suspense, drama, etc) que eram meio que "fora do universo de super heróis", mas, o personagem acabou ganhando vida como herói depois, e fez parte do "Marvel Multiverse".

O Dr. Henry "Hank" Pym é uma personagem fictício da Marvel Comics, criado por Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby, sem créditos atribuidos oficialmente, contudo. A primeira aventura do personagem ("Um homem no formigueiro") foi na revista Tales to Astonish número 27 (janeiro de 1962), quando numa história que deveria ser única Pym é um cientista que usa uma fórmula encolhedora em si mesmo e reduz de tamanho e se confronta com formigas dentro de um formigueiro. Posteriormente, ele retorna com um uniforme de super-herói para uma nova série de aventuras publicadas na mesma revista, adotando o nome de "Homem-Formiga" (Tales to Astonish #35). Pouco tempo depois ele conhece a socialite Janet van Dyne, que se torna sua parceira heroína com o codinome Vespa (primeira aventura em Tales to Astonish #44). O casal esteve na primeira formação de Os Vingadores, sendo por isso considerados membros-fundadores do grupo. Homem-Formiga foi apenas a primeira caracterização de super-herói de Pym, que depois mudaria para Homem-Gigante, Golias, Jaqueta Amarela (Vespão, em edições portuguesas recentes) e entre 2009 a 2010, o Vespa, em homenagem a sua ex-mulher que falecera. Curiosamente, nos quadrinhos, ELE é quem criou o robô ULTRON.

Em resumo, na história já de super herói, em sua origem, Hank Pym cria um soro capaz de fazer a separação de átomos bem sucedida, mas que precisa de um traje especial para que um ser vivo não fique louco ao usar o soro. Diminui em tamanho e cresce em superforça, e, posteriormente, em sua trajetória, consegue melhorar seus poderes, podendo decidir entre tamanho de formiga, tamanho natural e FICAR GIGANTE (mas isso não vem ao caso ainda, isso acontece milhares de histórias depois).

Com o sucesso atual dos filmes da Marvel, e com o estrondo causado por "Os Vingadores", "guardiões da Galaxia" e todo o alvoroço de se trazer o Universo Marvel completo aos cinemas, resolveram reviver alguns personagens não muito conhecidos do grande público, mas que tem certa importância, e assim, tivemos o Guardiões da Galáxia (que como um bom filme trash dos anos 80, tem trilha sonora espetacular e piadas que normalmente num filme grande deste porte não haveriam), o que resultou em sucesso instantâneo, e junto, vários outros ressurgiram, na maioria pela primeira vez nos cinemas, como o Homem formiga, e em breve, vários outros, como "Doutor Estranho", dentre outros.

Agora, pegando a "gênese" de "Homem-Formiga" nos quadrinhos, sua importância foi enorme na liga criada para nascer a turma original dos Vingadores (na qual até o Homem-Aranha deveria estar, mas, no caso dos cinemas, teve muitos impasses pelo aracnídeo estar com os direitos de live aciton coma  Sony Pictures). Hank Pym (o homem formiga) era casado com a Vespa (Mulher formiga com asas, da forma mais vulgar de se dizer, porém, mais realista, roupas até parecidas), e lutavam contra o crime em escala mundial (e atômica). Tiveram uma filha, aí ele se aposentaria, teria o "segundo Formiga" que é conhecido como "Jaqueta amarela" (na verdade, uma tradução bem tosca, devido ao termo "Yellow Jacket" se referir á uma Vespa de cor preta e amarela, e já haver uma personagem com o nome Vespa). Por sua vez, o "Jaqueta Amarela" se torna um vilão, e nasce um terceiro Homem-Formiga, recrutado pelo primeiro homem-Formiga. Há mutias passagens e histórias importantes no meio tempo entre todos estes acontecimentos, porém, como o filme foi 'feito ás pressas" para poder encaixar o personagem pra Guerra Civil, vingadores 2,e  quem sabe, Guardiões da Galaxia 2", seria necessário dar uma introdução veloz e furiosa (ou seja: bem resumida).

Agora, indo, sem mais delongas, ao FILME:
Anos 80 (1989), Hank pede demissão ao pai de Tony Stark porque sente que querem usar para fins não humanitários a sua invenção (as partículas Pym). Com seu próprio laboratório, nos dias atuais, sendo presidente e "semi-aposentado", já não veste mais a roupa de Homem-Formiga. Começamos aqui com Scott Lang, presidiário, que após 3 anos na prisão, é libertado,e  procura por um emprego, para poder pagar a pensão e ver sua filha, que ele ama mais que tudo. Logo, Scott se vê num aperto tão grande, que acaba aceitando a dica que seu amigo teve de um assalto fácil á um cofre de um velho rico que saiu para viajar. A partir daqui, vemos já a engenhosidade de um cara com mestrado em ciências e eletrônica, que não pega emprego porque tem fama por conseguir burlar uma empresa "imburlável" (se é que existe esta palavra), na qual trabalhava, e esta empresa havia roubado milhões, e ele hackeando, devolveu tudo que foi roubado á todas as pessoas que foram extorquidas. Um "Robin Hood" dos tempos modernos!

Nisso, conhecendo a fundo a personalidade e os passos de Scott, Hank passa os 3 anos seguindo e observando melhor os traços de Scott, resolve recrutar ele para "salvar o mundo". Claro, de uma forma bem inusitada, que você precisa ver o filme para entender (e se divertir, afinal, não posso dar spoiler). Alguns mistérios são deixados no ar em relação ao passado de Hank, e vão sendo revelados aos poucos, bem mastigados, durante o filme, para o povo bem leigo conseguir entender sem muita dificuldade, Interessantes são as piadas e menções aos acontecimentos dos outros filmes (principalmente a raiva de Hank contra a SHIELD e principalmente contra Tony Stark, devido ao seu passado com o pai de Tony).

Neste filme, a Marvel resolveu já jogar tudo resumido e mastigado como "no passado tudo é passado, agora é isso que tá acontecendo, e já tá da forma que devia estar", então, foram anos de pesquisa do Cross (Jaqueta Amarela), e de raiva do Hank, mais o cinismo "á la Starlord" de Scott, e aqui, ao final de tudo, temos algumas belas cenas de ação, efeitos especiais, um toque de comédia, e já temos a ponto para os próximos filmes entregue quase que de bandeja ao público.

Um ponto a ser comentado: quase não há sentimento do 3D da versão 3D do filme, então, recomendo ver ou normal, ou, se quiser uma experiência mais intensa, ir em salas IMAX ou XD, porque, o diferencial é o som e a tela maior, que, aí sim, vão trazer uma experiência única!

Ah, uma dica importante: fiquem até o final dos créditos, pois como a Marvel já acostumou seu público, sempre há algo extra no final.

bom filme e boa viagem!

FICHA TÉCNICA:

HOMEM-FORMIGA
MARVEL STUDIOS
Site da internet e celular: http://www.marvelbrasil.com
Curta a página no Facebook: http://www.facebook.com/MarvelBR
Siga no Twitter: https:// twitter.com/disneybrnews

Gênero: Ação e aventura
Classificação indicativa: LIVRE
Data de lançamento: 16 de julho de 2015
 Duração: 90 minutos
Elenco: Paul Rudd, Evangeline Lilly, Corey Stoll, Bobby Cannavale, Michael Peña, Tip “T.I.” Harris, Wood Harris, Judy Greer, David Dastmalchian e Michael Douglas como Dr. Hank Pym Diretor: Peyton Reed
Produtor: Kevin Feige
Produtores executivos: Louis D’Esposito, Alan Fine, Victoria Alonso, Michael Grillo, Edgar Wright, Stan Lee
História de: Edgar Wright e Joe Cornish
Roteiro de: Edgar Wright e Joe Cornish, e Adam McKay e Paul Rudd

SINOPSE OFICIAL:
A próxima evolução do Universo Cinemático Marvel traz um dos fundadores dos Vingadores para a telona pela primeira vez com Homem-Formiga (Ant-Man) dos Estúdios Marvel. Armado com a surpreendente habilidade de encolher em tamanho, mas expandir em força, o grande ladrão Scott Lang deve aceitar seu herói interior e ajudar seu mentor, o dr. Hank Pym, a proteger o segredo por trás de seu especular traje de Homem-Formiga de uma nova geração de grandes ameaças. Enfrentando obstáculos que parecem insuperáveis, Pym e Lang precisam planejar e levar a cabo um roubo que salvará o mundo.

Homem-Formiga (Ant-Man) da Marvel é estrelado por Paul Rudd como Scott Lang ou Homem-Formiga, Evangeline Lilly como Hope Van Dyne, Corey Stoll como Darren Cross ou Jaqueta Amarela, Bobby Cannavale como Paxton, Michael Peña como Luis, Tip “T.I.” Harris como Dave, Wood Harris como Gale, Judy Greer como Maggie, David Dastmalchian como Kurt, e Michael Douglas como dr. Hank Pym.

Peyton Reed dirige Homem-Formiga (Ant-Man) da Marvel com produção de Kevin Feige, e Louis D’Esposito, Alan Fine, Victoria Alonso, Michael Grillo, Edgar Wright e Stan Lee como produtores executivos. A história é de Edgar Wright e Joe Cornish e o roteiro de Edgar Wright e Joe Cornish e Adam McKay e Paul Rudd. Homem-Formiga (Ant-Man) da Marvel é uma aventura com muita tensão, que será lançada em 16 de julho de 2015.

POSTERES:


YATTA

bye-Q!

sábado, 4 de julho de 2015

Velharia: Alex Kidd, tema cantado!

Quando você começa a vasculhar os seus CDs e se depara com algo clássico,que você amava, e que voltou a te fazer chorar de alegria,e  você resolve compartilhar com o povo, e procura no youtube pra não ter de ripar do seu CD original japonês, e encontra com cenas editadas do jogo, e resolve publicar, aqui estamos: O TEMA DE ALEX KIDD IN MIRACLE WORLD, versão CANTADA, da faixa bonus do CD duplo "Alex Kidd Music", lançado em Vinil,e  posteriormente em CD, pela sEGA no Japão!



E aí, conheciam? Se não, curtiram? Comentem! ^^

Ah, se quiserem cantar junto, aqui vai a letra:

ALEX KIDD 

1. 
スタコラ スタコラ スタコラ サッサ } *1 
スタコラ スタコラ スタコラ サッサ } 

それゆけ それゆけ  } 
元気いっぱい アレク } *2 
それゆけ それゆけ  } 
ミラクル ワールド   } 

夢と希望が うめぼしがわりの 
おいしい オニギリ食べて 
さあ 旅文て 

強いぞ 負けるな } *3 
アレックス キッド } 

2. 
*1 
*2 
夢で作った プチコプターだよ 
どんな敵が来ても 
こわくはないさ 
*3 

3. 
*1 
*2 
不思儀な未来も 
不思儀な世界も 
愛と勇気があれば 
きっと行けるさ 
*3 

não sabem ler kanjis? Aqui vai, romanizada, rpa cantar junto:

1. 
Sutakora sutakora sutakora sassa 
Sutakora sutakora sutakora sassa 

Soreyuke soreyuke 
Genki ippai Areku 
Soreyuke soreyuke 
Mirakuru Wa-rudo 

Yume to kibou ga umeboshi gawarino 
Oishii onigiri tabete 
Saa tabi kazate 

Tsuyoizo makeruna 
Arekkusu Kiddo 

2. 
Sutakora sutakora sutakora sassa 
Sutakora sutakora sutakora sassa 

Soreyuke soreyuke 
Genki ippai Areku 
Soreyuke soreyuke 
Mirakuru Wa-rudo 

Yume de tsukutta puchikoputa dayo 
Donna kataki ga kitemo 
Niwaku hanaisa 

Tsuyoizo makeruna 
Arekkusu Kiddo 


Sutakora sutakora sutakora sassa 
Sutakora sutakora sutakora sassa 

Soreyuke soreyuke 
Genki ippai Areku 
Soreyuke soreyuke 
Mirakuru Wa-rudo 

Fushigi na mirai mo 
Fushigi na sekai mo 
Ai to yuuki ga areba 
Kitto ikeru sa 

Tsuyoizo makeruna 
Arekkusu Kiddo 

YATTA!

bye-Q!

De onde o povo vem...

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