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Reciclagem Musical: Camisa de Venus

Não é de hoje que a banda Camisa de Vênus é conhecida, e seu vocalista icônico, Marcelo Nova, também. Há épocas em que fica em alta, e outras que some da mídia novamente, como todo bom rock. E assim como todo bom rock, também há a reciclagem, e é AÍ que entro eu, com esta nova coluna: RECICLAGEM MUSICAL!

Devido ao meu conhecimento de analisar e lembrar, e contestar, até achar diferenças e semelhanças, resolvi ir mais a fundo, e comentar individualmente, cada "versão original" e "versão reciclada". Há músicas que tiveram várias "reciclagens", e algumas vezes, feitas pela própria banda original. E, quem melhor que MARCELO NOVA e sua CAMISA DE VÊNUS, para estrear este quadro?

"Deus, me dê grana; Deus, POR FAVOR!"



Sendo uma das bandas polêmicas de sua época, que misturava bom humor, irreverência, com temas sérios e denunciando com rebeldia e poesia os horrores de seu tempo (que, assustadoramente, são muito atuais ainda, atemporais).

Como diria meu amigo, Celso, que viveu a época desta música (e ouvia Camisa de Venus muitos anos antes de eu nascer), este sim, deveria ser o nosso "Hino Nacional". Afinal, "35 anos se passaram e o Brasil não mudou nada, continua a mesma favela de sempre, só triplicou o número de favelados", nas palavras dele.

É assustador, porque, o pior de tudo, é que os ritmos das músicas do Marcelo Nova eram sempre parecidos demais. "Deus, me Dê Grana" e "Eu Não Matei Joana Darc", se ouvidas seguidas, todos achariam que é a mesma música.

Mas, aí, você diria "Não confunda o material do Camisa com o da carreira solo do Nova. São bem diferentes". Mas, não devemos esquecer: "Eu não matei Joana Darc" era do Camisa de Vênus mesmo (a banda escrevia em conjunto as letras), e não da carreira solo dele.

As letras mudavam, mas, seus ritmos eram demasiadamente parecidos, mesmo havendo mensagens diferentes, de temas diferentes mas no mesmo teor: bom humor em cima de crítica e protesto.


Marcelo Nova gostava muito de colocar piadinhas sexuais, e até um certo humor negro, em suas letras apimentadas e levemente salpicadas com rimas e prosopopéias.

Reparando bem, muda o jeito da bateria e das guitarras, mas, era quase o mesmo tempo, com a voz pegando ritmo cantando/falando em ritmos bem próximos, de forma que pareceria mesmo que uma é continuação, como em um "álbum conceitual" (aqueles que contam uma história continuada, de uma música pra outra, como se o disco fosse um conto ou filme cantado).

Criticando religião, política, violência, preconceitos, e situações da vida, que rolavam tanto minimalista (próximo) quando maximizando (ao redor do mundo).

Com seu jeitinho de cantar que parecia "artificial", propositalmente, não foi à toa que fez seu sucesso, que o tornou um "imortal" da arte musical.

Algo bem "xupinhado" do Rockabilly e Rock'n Roll anos 50/60, mas com idéias inéditas (pelo menos pra época de lançamento de cada música), trouxe sucessos bem intensos e interessantes, como a crítica do carro Simca Chambord, que pode servir pra vários carros, que fazem sucesso em uma década e na outra são esquecidos, ou até 'mortos", e depois viram raridades.


"Eles mataram Simca Chambord". E não é que mataram mesmo?

Bom, se você se lembra de outas músicas do Camisa de Vênus que foram recicladas, seja por eles mesmos ou por outras bandas, diga nos comentários. Se tiver músicas que vocês gostariam que eu as comparasse também, pode jogar nos comentários, que eu responderei cada comentário, individualmente, provavelmente até num dos meus próximos vídeos no canal http://www.youtube.com/YattaLog

YATTA!

bye-Q!

Um comentário

Tábita Peres disse...

Ramones e Lou Reed tb sempre seguiram essa linha de as msicas parecerem as mesmas devido os acordes simples mas a sacada deles aliás das três bandas sempre foram com um algo a mais, ou política ou ideal ou estilo de vida e isso é maravilhoso. Existe muita coisa por trás da simplicidade. Parabéns Yatta.

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